Toda vez que ela subia,
alguma coisa a derrubava.
Uma mulher perdeu a mãe muito pequena e foi criada pelo pai. Os dois criaram um vínculo enorme. A empresa da família cresce, ela junta dinheiro e compra um apartamento. Reforma. Está terminando a reforma, e a empresa quebra.
O rombo do prejuízo era o valor exato do apartamento. Ela vende para salvar a empresa e volta a morar com o pai.
Passam três anos. Ela se levanta de novo, arruma um namorado, fica noiva. E quando está prestes a marcar o casamento, o pai adoece. E ela não pode se casar, porque não pode deixar o pai.
Ela bateu no teto duas vezes. E nas duas, alguém gritou lá embaixo.
A quebra da empresa tinha uma utilidade: unir. A doença tinha uma utilidade: unir. Enquanto ela não enxergasse o padrão, ele ia se repetir. De novo, e de novo, e de novo.
